segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O SOCORRO DE DEUS PARA LIVRAR O SEU POVO


Texto bíblico: Ester 5.1-6.
Existem muitos lugares na Bíblia que se refere ao poder de libertação de Deus. Um deles é também o livro de Ester. Um dos fatos curiosos sobre o livro de Ester é sua distinção como o único livro na Bíblia que não usa, nenhuma vez, o nome de Deus. Mesmo sem citar o nome do Senhor, o livro demonstra a fé dos seus servos, principalmente de Mardoqueu.
A festa do rei e a destituição da rainha Vasti
O banquete de uma semana que o rei Assuero deu aos seus nobres e oficiais parece extrava-gante e muito além do que a maioria dos cristãos poderia achar aceitável, mesmo para al-guém no topo do poder político. O consumo irrestrito de álcool (Et 1:7, 8) não era incomum nessas ocasiões. Tais banquetes aconteceram em outros momentos da história bíblica, nos quais reis ofereceram banquetes a milhares de convidados em suas festas. O rei, então, mandou chamar a rainha Vasti para fazer parte daquela reunião, porém ela, veementemente, se negou a participar de uma festa onde só havia homens embriagados. Este NÃO da rainha soou muito forte perante o rei e seus convidados. Isso ficava muito abaixo de sua dignidade como mulher casada e como membro da família real.
Ouvindo ele o conselho de um de seus conselheiros, decidiu banir, para sempre, da sua presença a rainha. Agora, ela não seria mais a poderosa rainha, não seria mais a mulher mais poderosa do Oriente Médio.
Até aqui, na história, a verdadeira heroína é Vasti, que, depois, desapareceu da narrativa. Sua e atitude com base em princípios prepararam o caminho para Ester.
Não sabemos muita coisa sobre este fato mas de uma coisa temos certeza: a mão do Senhor estava agindo em todos estes acontecimentos. Ele, por ser um Deus onisciente, já sabia o que iria acontecer no futuro. O plano perfeito dEle estava caminhando a fim de salvar o Seu povo.
Ester e sua trajetória
Este Rei após mandar embora sua primeira esposa, a rainha Vasti, ele estava buscando uma nova esposa para se tornar rainha. Nesse intuito organizaram uma competição onde mulheres de todo o reino foram convidadas a vir até Susã com o propósito de que uma delas preenchesse o lugar vazio da rainha. (Ester 2:1-4). No meio dessas mulheres estava também Ester, uma jovem hebreia que foi criada por Mardoqueu, um dos cativos que foram trazidos de Jerusalém por Nabucodonosor (Ester 2:5-7). Finalmente esta jovem após obter a graça, primeiro de “Hegai, guarda das mulheres" (Ester 2:9), segundo a graça "de todos que a viram" (Ester 2:15) e por fim e mais importante a graça do próprio Rei (Ester 2:17).

Ester era uma "... jovem bela de presença e formosa..." (Est 2:7b). Além de ser muito bonita, ela tinha grande sabedoria e teve um tratamento preferencial de Hegai. A Bíblia nos relata o quanto ele ajudou Ester (Em cada detalhe dos acontecimentos, vemos a mão de Deus trabalhando na vida dela). No livro de Ester 2:9 lemos: "E a moça pareceu formosa aos seus olhos, e alcançou graça perante ele; por isso se apressou a dar-lhe os seus enfeites, e os seus quinhões, como também em lhe dar sete moças de respeito da casa do rei; e a fez passar com as suas moças ao melhor lugar da casa das mulheres."

Ester é escolhida para o lugar de Vasti.

Ester se viu num mundo totalmente novo e estranho para ela. Estava entre as “muitas moças” que haviam sido trazidas de diferentes lugares do Império Persa. Seus costumes, idioma e atitudes provavelmente variavam muito. As moças foram colocadas sob a supervisão de um encarregado chamado Hegai e passariam por um extenso tratamento de beleza, um programa de um ano que incluía massagens com óleos perfumados. (Ester 2:8, 12) Um ambiente e um modo de vida assim poderiam facilmente ter feito com que aquelas moças ficassem obcecadas pela aparência, além de gerar vaidade e competição.
Ninguém estava mais preocupado com Ester do que Mardoqueu. O relato mostra que todos os dias ele chegava o mais perto possível da casa das mulheres para saber se ela estava bem. (Ester 2:11) À medida que conseguia algumas informações, talvez por meio de servos cooperadores que trabalhavam ali, é provável que seu coração se enchesse de orgulho paternal.

Ester a nova rainha

Quando chegou o momento de ser apresentada ao rei, Ester recebeu a liberdade de escolher qualquer coisa que achasse necessário, talvez para ficar ainda mais bonita. Mas Ester foi modesta e não pediu nada além do que Hegai havia mencionado. (Ester 2:15). É provável que ela tenha percebido que o coração do rei não seria conquistado só pela beleza. Um espírito humilde e modesto seria algo bem mais raro naquela corte. Será que ela estava certa?
O relato responde: “O rei veio a amar Ester mais do que a todas as outras mulheres, de modo que ela obteve mais favor e benevolência diante dele do que todas as outras virgens. E passou a pôr-lhe o toucado real sobre a cabeça e a fazê-la rainha em lugar de Vasti.” (Ester 2:17) Deve ter sido difícil para aquela humilde jovem judia adaptar-se a essa mudança em sua vida — ela era a nova rainha, esposa do monarca mais poderoso da Terra naquela época!
Contudo, ela não revelou a ninguém que era judia, conforme a ordem dada por Mardoqueu. Então ninguém, nem mesmo o Rei sabia qual a nacionalidade de Ester.


HAMÃ E MARDOQUEU – O CONFLITO

Um homem chamado Hamã obteve destaque na corte de Assuero. O rei o nomeou primeiro-ministro, o que fazia de Hamã seu principal conselheiro e o segundo homem mais poderoso no império. O rei até mesmo decretou que quem visse esse alto funcionário deveria se curvar diante dele. (Ester 3:1-4) Para Mardoqueu, essa lei era um dilema. Ele sabia que devia obedecer ao rei, mas só quando isso não envolvesse desobedecer a Deus. O problema é que Hamã era agagita. Pelo visto, isso significava que ele era descendente de Agague, o rei amalequita executado pelo profeta Samuel. (1 Sam. 15:33) Os amalequitas eram tão maus que se declararam inimigos de Jeová e de Israel. Como povo, eram condenados por Deus. (Deut. 25:19) Como é que um judeu fiel poderia se curvar diante de um amalequita? Mardoqueu nunca faria isso. Ele manteve sua posição.
A trama de Hamã para matar todos os judeus
Hamã ficou furioso. Mas tramar algo para matar apenas Mardoqueu não era suficiente. Ele queria exterminar o povo de Mardoqueu. Para convencer o rei a fazer isso, Hamã passou uma ideia negativa dos judeus. Sem mencionar nomes, deu a entender que eles eram insignificantes, um povo “disperso e separado entre os povos”. Pior ainda, Hamã disse que eles não obedeciam às leis do rei, ou seja, que eram rebeldes perigosos. Ele propôs doar uma enorme quantia ao tesouro do rei para pagar as despesas da chacina dos judeus no império. * Assuero deu o seu próprio anel de sinete a Hamã para ele aprovar qualquer ordem que tivesse em mente. — Ester 3:5-10.
Ester e a preocupação com o seu povo
Mardoqueu sabia que precisava agir. Mas o que ele poderia fazer? Ester ficou sabendo da aflição dele e lhe enviou roupas. Mardoqueu, porém, se recusou a ser consolado. Pode ser que ele se perguntasse já por muito tempo por que seu Deus, Jeová, havia permitido que sua querida Ester fosse tirada dele para ser rainha de um governante pagão. Agora as coisas estavam começando a fazer sentido. Mardoqueu enviou uma mensagem a Ester, implorando que ela intercedesse junto ao rei em defesa de “seu próprio povo”. — Ester 4:
Podemos imaginar Ester orando silenciosamente a seu Deus antes de dizer as seguintes pala-vras: “Se eu tiver achado favor aos teus olhos, ó rei, e se parecer bem ao rei, dê-se-me a minha própria alma ao meu pedido, e meu povo, à minha solicitação.” (Ester 7:3) Note que primeiro ela mostrou que respeitava o critério dele com relação ao que lhe parecia ser bom. Ester era muito diferente de Vasti, ex-esposa do rei, que o havia humilhado de propó-sito. (Ester 1:10-12) Além disso, Ester não criticou o rei por confiar em Hamã. Em vez disso, ela implorou que ele a protegesse de algo que punha a vida dela em risco.

Como Ester mostrou fé e coragem?

Havia chegado a hora de Ester tomar uma decisão. Ela disse a Mardoqueu para pedir que seus compatriotas se juntassem a ela num jejum de três dias. Sua mensagem termina com uma declaração de fé e coragem que ficou registrada até hoje: “Se eu tiver de perecer, terei de perecer.” (Ester 4:15-17) Naqueles três dias, ela deve ter orado mais fervorosamente do que nunca. Finalmente, chegou o momento. Ela colocou sua melhor vestimenta real, fazendo tudo o que podia para agradar o rei. E então saiu ao seu encontro.

Como descrito no começo deste capítulo, Ester dirigiu-se à corte do rei. Podemos imaginar suas preocupações e suas orações fervorosas enchendo-lhe a mente e o coração. Ela entrou no pátio, de onde podia ver Assuero. Talvez tenha tentado ler a expressão no rosto do rei. Se ela teve de esperar, isso deve ter parecido uma eternidade. Mas a espera acabou quando o rei a viu. Com certeza ele ficou surpreso, mas sua expressão facial se abrandou, e ele estendeu seu cetro de ouro! — Ester 5:1, 2.

Como Ester revelou o problema ao rei?

Com certeza, esse pedido deixou o rei impressionado e comovido. Quem ousaria colocar sua rainha em perigo? Ester continuou, dizendo: “Fomos vendidos, eu e meu povo, para sermos aniquilados, mortos e destruídos. Ora, se tivéssemos sido vendidos apenas como escravos e apenas como servas, eu teria ficado calada. Mas a aflição não convém quando é com dano para o rei.” (Ester 7:4) Veja que Ester expôs francamente o problema, mas acrescentou que teria ficado calada se fosse só uma ameaça de escravidão. No entanto, esse genocídio traria um prejuízo tão grande ao próprio rei que ela não podia ficar calada.

A reação do rei Assuero

Indignado, Assuero perguntou: “Quem é este, e onde é que está este que se afoitou a fazer assim?” Imagine Ester apontando para o homem e dizendo: “O homem, o adversário e inimigo, é este mau Hamã.” O ambiente ficou tenso. O terror tomou conta de Hamã. Imagine a mudança no rosto daquele monarca temperamental ao perceber que o conselheiro em quem ele confiava o havia manipulado a assinar um decreto que mataria sua própria esposa! O rei saiu enfurecido para o jardim para se recompor. — Ester 7:5-7.
No segundo banquete, Ester expõe tudo ao Rei Assuero e corajosamente aponta para Hamã
Ao ser exposto como um conspirador covarde, Hamã se jogou aos pés da rainha. Quando o rei voltou ao aposento e viu Hamã no divã de Ester, suplicando-lhe, ficou ainda mais furioso. e o acusou de tentar violentar a rainha na própria casa do rei. Isso soou como uma sentença de morte para Hamã. Ele foi levado para fora com o rosto coberto. Então, um dos funcionários do rei lhe falou da enorme estaca que Hamã tinha preparado para Mardoqueu. Assuero ordenou imediatamente que o próprio Hamã fosse morto e pendurado nela. — Ester 7:8-10.
CONCLUSÃO
Podemos dizer que esta lição é a mesma lição que é oferecida em muitas outras partes da Palavra de Deus, isto é, a Palavra de Deus é verdadeira Palavra, uma Palavra que não pode ser quebrada apesar das forças contrárias exercidas pelo poder humano e maligno. De fato, aqueles que, como Mardoqueu, confiam Nele, “não serão confundidos”(Isaías, 49:23) mas eles serão como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto" (Jeremias 17:8). Para concluir, portanto:

Salmo 37:3-7, 9, 11
"Confia no Senhor e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado. Deleita-te também no SENHOR, e te concederá os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará. E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia. Descansa no SENHOR, e espera nele….mas aqueles que esperam no Senhor herdarão a terra…..os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz”.//
Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.Th.M.Th.D.)

Assembleia de Deus – Santos /Ministério do Belém
Facebook: adayl manancial

BIBLIOGRAFIA
Anastasios Kioulachoglou – Ester – Estudo bíblico
Dennis Allan – Ester – O livro
Nissan Mindel - Ester Intercede
Valdenira Nunes de Menezes Silva – Ester – Um exemplo de coragem

Perante o Rei

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

ADORANDO A DEUS EM MEIO A CALAMIDADE


Houve um rei em Judá que era fiel ao Senhor e fez grandes coisas para o seu povo. Era Josafá (ou Jeosafá), filho de Asa, que também foi um rei fiel a Deus. Josafá reinou por vinte e cinco anos sobre Judá e Deus confirmou seu reinado por causa da sua fidelidade, porque ele rejeitou os ídolos e buscou ao Deus verdadeiro e foi engrandecido pelo Senhor.
No contexto histórico o reino de Israel estava dividido, reinava Josafá em Judá e, ao mesmo tempo, reinava Acabe sobre Israel. Não eram tempos de paz, tanto é que Josafá fortaleceu o exército de Judá, posto que estava sempre esperando um ataque de Israel. O reino dividido não agradava ao coração de Deus, mas foi consequência do pecado de Israel como nação.

Josafá era um excelente administrador e avançou em questões relevantes para a nação, tanto do ponto de vista espiritual, quanto nas questões de governo. Ele retirou os postes-ídolos de Judá, que eram altares dedicados a deuses estranhos, além disso, ele mandou uma comissão composta de sacerdotes e levitas percorrer todas as cidades de Judá para ensinar ao povo sobre o Livro da Lei do Senhor. Foi uma medida importante, porque os hebreus estavam longe do seu Deus já fazia um bom tempo e bem pouco sabiam sobre a lei mosaica.

Nas questões de governo, Josafá edificou cidades-fortalezas e cidades-armazéns e realizou muitas obras estruturantes. Foi Josafá quem criou o sistema jurídico de Judá e colocou juízes em todas as cidades fortificadas para julgar as causas do povo, exortando pessoalmente cada juiz a julgar da parte do Senhor e não dos homens, não aceitando suborno.

QUEM ERA JOSAFÁ?
Josafá significa “Iaweh é juiz”. Filho do rei Asa, que empreendeu uma boa reforma, recebeu este nome e teve seu caráter orientado pelo pai.  Algumas marcas de sua vida podem nos orientar. Vejamos com atenção, pois ele é um modelo de pessoa piedosa. Que acertou. E errou. Imitemos os acertos, evitemos seu erro.
Ele teve um pai que o orientou bem - 2 Crônicas 14.1-5.
Veja-se a oração do seu pai em 2Crônicas 14.11. Mas estudamos Josafá ou Asa? Estamos vendo como um pai pode influenciar seu filho no bom caminho. Josafá andou no bom caminho: 2Crônicas 17.3-6. Os filhos devem perseverar no bom caminho que os pais ensinam. E os pais devem ensinar bons caminhos.
Ele levou instrução religiosa para o povo – 2 Crônicas 17.7-9.
Muita gente segue a Cristo, é realmente convertida, mas nunca usa sua posição para levar outras pessoas ao conhecimento da verdade. Josafá quis ensinar o povo. Quando testemunhamos, somos abençoados, como Josafá o foi: 2 Crônicas 17.10.
Ele liderou um despertamento religioso e jurídico – 2 Crônicas 19.4.
Ele comandou uma volta ao Senhor por parte do povo. Um governante que é exemplo para o povo! Orientou os juízes para serem pessoas corretas: 2Crônicas 19.5-7. Não usou nem torceu a justiça em seu benefício, mas podia servir de orientador aos juízes! E ainda orientou os sacerdotes: 2Crônicas 19.8-10.
JOSAFÁ E SEUS INIMIGOS
2 Cr 20.1 – “E sucedeu que, depois disso, os filhos de Moabe, e os filhos de Amom, e, com eles, alguns outros dos amonitas vieram à peleja contra Josafá. Então, vieram alguns que deram aviso a Josafá, dizendo: Vem contra ti uma grande multidão dalém do mar e da Síria; e eis que já estão em Hazazom-Tamar, que é En-Gedi”.
Todavia, diante de todo o progresso do seu reino, havendo paz e prosperidade, os seus inimigos não estando satisfeitos; decidiram fazer guerra contra o reino de Josafá. Três reis com seus exércitos se levantaram contra Josafá: Os Amonitas, os Moabitas, e os Edomitas. Eles vieram à peleja contra Josafá, e diz a Bíblia, que Josafá temeu. Mesmo tendo Josafá um exército poderoso a sua disposição, com mais de um milhão de guerreiros, segundo o texto de 2crônicas 17.12-19 nos informa, mas ele se viu em desvantagem diante de três grandes exércitos, e preferiu buscar o socorro de Deus.
Josafá reconheceu a sua situação e foi buscar socorro no Senhor (v.1-6).

A verdade é que há momentos em que até rei tem medo, até crente, cheio do poder, tem medo! É um erro grave não confessar isso diante do Senhor, pois pode sinalizar uma espiritualidade falsa. Confessar a Deus e buscar a solução é uma coisa, viver em função do medo é outra.  

 Como filhos do Deus vivo, não podemos ser paralisados e vencidos pelo medo. Nossos me-dos, ao contrário, devem nos levar a buscar mais ao Senhor, e jamais fugir dEle ou da bata-lha, como muitos fazem, abandonando o Senhor, a fé, a Igreja, os amigos.

BUSCOU AO SENHOR.
Então, Josafá temeu e pôs-se a buscar o SENHOR; e apregoou jejum em todo o Judá”. 2 Cr.20.3.
Há momentos em que os problemas vêm sobre nós como um terremoto avassalador. Nessas horas, nossos recursos são absolutamente insuficientes para enfrentarmos a situação e nada podemos fazer senão recorrermos ao Deus do céu, e clamar por sua ajuda e socorro. A oração e o jejum são recursos sobrenaturais, são armas espirituais à disposição do povo de Deus.
Josafá não buscou ajuda de outros reis das nações aliadas a ele, nem pediu orientações dos seus conselheiros ou general do seu exército; mas ele decidiu buscar ao Senhor, com oração e jejum. Aprendemos com o rei Josafá, que quando a situação é difícil e parece impossível, devemos tomar o caminho da oração e jejum, existem certas situações que só se resolve através da oração e do jejum.
Quando agimos por nossa própria destreza e fiados em nossos próprios recursos, ficamos sujeitos a derrotas vergonhosas. Mas, quando buscamos a Deus em oração e nos humilhamos sob sua onipotente mão, então, seu braço onipotente sai em nossa defesa e nos concede vitória.
DEPENDEU INTEIRAMENTE DE DEUS.
Ah! Deus nosso, porventura, não os julgarás? Porque em nós não há força perante esta grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti”. 2Cr.20.12.
Josafá, se sentiu sem forças e debilitado diante da grande multidão que vinha contra a nação de Judá. Mesmo sabendo do potencial do seu grande exército, ele não confiou, mas depositou toda a sua fé e dependência em Deus. Aprendemos com o rei Josafá, a dependermos inteiramente de Deus; porque há momentos que os nossos talentos, as nossas habilidades e todas as nossas experiências, não resolvem, mas só o Senhor. Quando estamos na total dependência de Deus, Ele peleja por nós e nos dá a vitória.
Josafá trouxe à memória as alianças e as promessas de Deus (v. 7-13).
A questão não era se Deus tinha se esquecido ou não das Suas palavras, porque isto é impossível (a única coisa de que Deus se esquece é dos nossos pecados confessados e arrependidos). Confessar as alianças e promessas de Deus é para que nos lembremos que Ele tem compromisso conosco e é absolutamente fiel, o que nos fortalece na fé e na esperança.
Josafá se colocou na posição certa, por isso ouviu o consolo e as estratégias do Senhor (v.14-17).
Como é bom saber que o Senhor cuida de nós e toma para si as nossas batalhas. Estando com o Senhor, as “nossas” batalhas não são nossas, são dEle. Diz o texto bíblico que eles estavam em jejum, oração, quebrantamento e confissão, “então, veio o Espírito do Senhor… e disse”. Deus nunca deixa de nos responder; o problema é que às vezes não estamos na posição de ouvi-Lo.
ADOROU AO SENHOR.
Então, Josafá se prostrou com o rosto em terra; e todo o Judá e os moradores de Jerusalém se lançaram perante o SENHOR, adorando o Senhor”. 2Cr.20.18.
Depois que, o rei Josafá e todos moradores de Jerusalém, ouviram a voz de Deus, eles ficaram confortados e se prostraram perante o Senhor, para o adorar. A adoração verdadeira diante de Deus, é algo poderoso, que move o coração de Deus, e lhe faz se levantar do seu trono para agir em benefício dos verdadeiros adoradores. Enquanto a igreja estar prestando uma adoração sincera a Deus, Deus estar recebendo como cheiro suave as sua narinas e enviando vitória para o seu povo. Se a situação é difícil, adore; se o problema parece insolúvel, adore; se todos dizem que é impossível e que pra você não mais jeito, adore a Deus, que ele vai começar a agir para lhe dá uma grande vitória. Amem!
Pôs-se em pé Josafá e disse: Ouvi-me, ó Judá e vós, moradores de Jerusalém: Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis”. 2Cr.20.20.
Josafá não só acreditou no Senhor, e nos seus profetas, mas também incentivou todo povo a crer. Tal como o rei Josafá, para sermos bem sucedidos, é preciso acreditar na SENHOR, e confiar na sua palavra. Quem não crer no El Shaday (Deus todo-poderoso), e não acredita na sua palavra, está falido, está quebrado e será derrotado. Mas, feliz é aquele que crer, pois do SENHOR, receberá a vitória.
Quando todos os homens, mulheres e crianças se reuniram para falar com Deus em oração, Deus se manifestou e falou com eles, trazendo-lhes sua Palavra. Por intermédio da oração falamos com Deus; por meio da Palavra Deus fala conosco. A Palavra divina que veio ao povo encorajou-o a não olhar para as circunstâncias e não temer as ameaças do inimigo.
Deus lhes acalmou o coração dizendo que pelejaria por eles e lhes daria a vitória. A Palavra gerou fé no coração deles e tirou seus olhos do problema para colocá-los no Deus que está acima e no controle da situação.
Josafá adorou, obedeceu e provou a vitória (v.18-22).
Não basta saber Quem o Senhor é e nem o que Ele pode fazer. É preciso agir! Tomar uma atitude de fé, atitude de vencedor no Senhor!
Se o Senhor já falou, só nos resta obedecer, isto é, por em prática Seus conselhos e assumir uma atitude de louvor e adoração. Obediência assim mostra que descansamos n‘Ele, em plena crise, porque sabemos que a nossa vitória é certa.
Até porque adoração, obediência e fé andam de mãos dadas e são garantia de vitória para os santos de Deus.
Deus garante a vitória a aqueles que confiam Nele
Na manhã seguinte, logo cedinho, Josafá e seu exército se levantaram e saíram ao deserto de Tecoa, onde estavam acampados os inimigos, antes, porém, Josafá se pôs de pé e disse: “Ouvi-me, ó Judá, e vós, moradores de Jerusalém: Crede no SENHOR vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas, e prosperareis.” (2 Crônicas 20:20).
Josafá se aconselhou com o povo, o que mostra seu caráter humilde e ordenou cantores para louvar o Senhor. O interessante é que estes cantores saíram na frente do exército, eles iam louvando ao Senhor e o exército atrás. Josafá creu na Palavra do Senhor e sabia que um grande milagre estava para acontecer, a estratégia adotada por ele foi a do louvor.
O que aconteceu em seguida foi extraordinário. Quando os cantores começaram a cantar os louvores, Deus pôs emboscadas entre aos exércitos inimigos e eles se mataram sozinhos, a espada de um foi contra o outro. Isso mesmo, os caras se mataram mutuamente e Judá não precisou matar unzinho sequer.
Nisso chegou o atalaia de Judá que estava observando a confusão generalizada no arraial dos inimigos, avisando Josafá o que estava acontecendo e quando eles chegaram e olharam para o acampamento inimigo, estavam todos mortinhos da silva. Nenhum escapou.
O rei Josafá e seu povo só tiveram o trabalho de recolher os despojos, porque era muita riqueza, joias, objetos de valor, armas, etc. Eles recolheram tanta coisa que não podiam levar e passaram três dias saqueando os despojos.
Quando confiamos em Deus, não importa o tamanho do inimigo, nem se ele é muito forte ou se o seu exército é muito grande; porque quando oramos e cremos que Deus estar no controle da situação, podemos descansar o coração e crer na sua palavra, que ele vai começar a agir para nos dá uma grande vitória. Diz a bíblia que, o rei Josafá e todo o povo de Judá, passaram três dias saqueando os despojos da guerra, e depois que eles recolheram em abundância todos os objetos preciosos; no quarto dia, se ajuntaram no vale de Beraca, que significa, o vale da bênção, para ali louvarem agradecendo ao SENHOR, pela vitória. Assim como o rei Josafá e o povo de Judá venceu, você também vai vencer; não importa o inimigo, nem o tamanho do problema que você estar enfrentando; Deus vai se levantar pela tua causa e vai guerrear a tua guerra, porque a peleja não é tua, é de Deus. ///
Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B. Th.M. Th.D.)

Assembleia de Deus – Santos /Ministério do Belém
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BIBLIOGRAFIA
Geraldo Barbosa – A Vitória do rei Josafá
Nonato Souza – Alcançando bençãos em tempo de crise.
Marcelo Araújo - Encontrando Ajuda em Tempos de Crise.
Isaltino Gomes Coelho Filho - JOSAFÁ – “Erros e acertos de uma pessoa piedosa”
Jânio Santos de Oliveira - As quatro atitudes de Josafá para vencer a crise.







sábado, 26 de novembro de 2016

O MILAGRE ESTÁ EM SUA CASA


Um dos homens de Deus a quem muito espaço é dado na Palavra é Eliseu. Eliseu era um seguidor de Elias, cujo ministério ele sucedeu (ver 2 Reis 2). Ele caminhou poderosamente com o Senhor e dos muitos milagres que Deus fez através dele. O foco estará na habilidade de Deus em libertar aqueles que procuram por Ele por qualquer problema que eles possam ter.

História da viúva

A sociedade de Israel era sobremodo injusta em relação às mulheres e crianças, vetando-lhes até mesmo os direitos e privilégios garantidos por Deus ao seu povo.
Elas eram vistas como seres inferiores, impedidas de participar dos cultos, das assembleias e das festividades religiosas. Imaginem, então, numa época de apostasia, em que o temor de Deus havia desaparecido; numa época em que cada um fazia o que queria, ignorando por completo as leis de Deus!

Foi naquele difícil contexto que a esposa de um profeta ficou viúva. Como herança, o aprendiz de profeta deixou-lhe dois filhos para criar e uma dívida para saldar. Não havia pensão, não havia seguro de vida e não havia ninguém por ela.
A escravidão em troca de dividas era aceita com relutância, seus filhos foram penhora-dos. Por isso, não tardou surgirem os “abutres do lucro fácil”, ávidos por confiscar-lhe os filhos. Assim como os contemporâneos de Eliseu abusavam das crianças necessitadas, tirando-lhes o direito, o respeito e a dignidade.

Não tendo a quem mais recorrer, a pobre viúva apelou ao profeta Eliseu, apesar de saber que este também não possuía recursos financeiros. Confiava que ele encontraria em Deus uma saída para a crise.

Eliseu era compromissado com Deus, não com as tradições, por isso não se calou frente à injustiça, nem se deixou moldar pela teologia deturpada daqueles dias. Em seu ministério, mais do que no de qualquer outro profeta, a mulher foi valorizada e seus direitos respeita-dos. “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo”(Tg 1:27).

"Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade;" Romanos 12:13

2 Reis 4:1: “E uma mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao Senhor; e veio o credor, para levar os meus dois filhos para serem servos.”

Profundo o testemunho que esta mulher dá a respeito do seu falecido marido. Ela vem a Eliseu demonstrando muito respeito e humildade. Com seu coração quebrantado, chama-o de Senhor, pois sabia que o seu pedido se dirigia a Deus, através do seu profeta.
A viúva em suas palavras, estava dizendo apenas uma verdade para Eliseu e não uma reclamação. Ela fala do fato inegável de que Eliseu conhecia a lealdade com que seu falecido marido servia a Deus e ao próprio Eliseu. Ela o relembra da vida piedosa que seu marido teve.
E na sua extrema necessidade, apenas apresenta a sua justa causa ao homem de Deus e ao próprio Deus. A causa dela era justa, não pedia por riqueza ou status, ou que Eliseu descumprisse a Lei, mas queria apenas um livramento, pela vida de seus filhos.
A forma como fala, demonstra a sua grande fé. Perceba que ela não pede nada a Eliseu, mas apenas o deixa ciente da sua miséria, ou seja, ela confiava que Deus sabia o que era melhor para a sua família. E se colocou totalmente debaixo da providência divina.

De acordo com a passagem, esta mulher era esposa de um homem que temia e reverencia-va profundamente, o Senhor. Infelizmente, seu marido morreu deixando a sua família uma dívida que eles não podiam pagar. Como resultado, o credor estava vindo para levar seus dois filhos para serem escravos. Disto nós podemos facilmente entender, a emergência da situação: a mulher por causa de uma dívida não paga estava perto de perder seus dois filhos. Para encarar este problema ela clamou a Eliseu, o homem de Deus. Com certeza, sua escolha em recorrer, neste tempo crucial ao homem de Deus não foi acidental. Realmente, quando o tempo é tão limitado (“o credor estava vindo” imperfeito, ou seja, ele estava a caminho) você não vai exceto para aqueles que você sabe que podem te ajudar. Obviamente, o homem que essa mulher acreditava que poderia ajudá-la era Eliseu, o homem de Deus 1. Evidentemente, ela determinou LUTAR contra essa dificuldade e lutar com Deus.

Quando todos os meios terrestre de ajuda estavam fechados para esta mulher aflita, ela foi procurar o profeta Eliseu, sem fazer quaisquer tipo de reclamações. Apenas derramou seus sentimentos de aflição nos ouvidos dele, contou-lhe que seu marido, um homem que fez parte do grupo de jovens profetas na escola criada por Eliseu, havia morrido recentemente e deixado uma dívida cujo valor ela não tinha condições de pagar.

Naquela sociedade e época, não havia perspectiva de um futuro feliz para uma mulher nas condições daquela mulher. Se ficasse sozinha, não teria nenhuma segurança na velhice, pois os filhos é que cuidavam de seus pais idosos, não existia o sistema do Estado efetuando ajuda financeira, como uma aposentadoria ou pensão às mulheres que perderam seus maridos. Consequentemente, restava a ela enfrentar a solidão, o luto, a miséria, o desses-pero, e até mesmo uma morte prematura por causa da opressão de um credor.

Escravidão

A Lei de Moisés permitia que dívidas poderiam ser pagas com a mão-de-obra escrava. Entretanto, era proibido a um credor israelita, a quem outro israelita foi vendido, "obrigá-lo a servir como escravo", e a agir sobre a vida dele rigorosamente. Apesar disso, em alguns casos o quadro era dramático ao extremo, pois os credores eram inescrupulosos e davam pouca atenção às regras impostas por Deus (Levítico 25.39-43).

A visão do profeta diante da viúva

Também é fato que se Eliseu havia atendido a pessoas importantes como os reis de israel e os capitães dos seus exércitos, ele da mesma forma não deixou de ouvir o clamor de uma pobre viúva.
Deus não abandona aqueles que lhe são fiéis. Deus é fiel na vida e na morte, e promete proteger até os filhos dos filhos de milhares daqueles que o amam e o obedecem.

OBEDIÊNCIA
A viúva demonstrou ser uma serva fiel e obediente ao Senhor, por adotar duas condutas principais: 1ª. Num momento de grande aflição e dor, ela foi se consultar com um homem de Deus (Profeta Elí). 2ª. Demonstrou confiar em Deus e em pessoas ungidas por Ele, pela forma como obedeceu a tudo que foi dito pelo profeta para que ela o fizesse.
2º Reis 4.2-4: Que te hei de eu fazer? Declara-me que é o que tem em casa [...]. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite. Então disse ele: Vai pede para ti vasos emprestados a todos os teus vizinhos. [...]. Então, entra e fecha a porte sobre ti e sobre teus filhos, e deita o azeite em todos aqueles vasos, e põe à parte o que estiver cheio.
Será que nos momentos de turbulências em nossas vidas, temos adotado a mesma conduta desta mulher? Ou será que estamos procurando pessoas erradas e lugares inadequados, para despejar nossas lamúrias e reclamações?
Que hei de te fazer? E ela disse: “Tua serva não tem nada em casa...” (2Rs 4.2). Quando a visão do nosso entendimento é aberta por uma verdade espiritual, aquilo que antes reputávamos como nada, pode se tornar a coisa mais valiosa que temos na vida. O profeta sabia que em sua casa havia o produto do milagre, então a despertou dizendo: “Dize-me que é o que tens em casa”. Para a mulher aquela botija de azeite não representava muita coisa, para o profeta era a fonte do milagre. Ela via apenas o azeite. Mas o profeta, viu além, viu o futuro. Enquanto ela viu uma pequena botija, ele estava vendo dezenas de vasilhas cheias a partir daquele azeite, ou seja, em situações de aperto a receita do sucesso é apresentar o pouco que temos Aquele que tudo pode!

2 Reis 4:2: “E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa.”

Veja a disponibilidade de Eliseu. Eliseu estava lá pronto para ajudar a viúva. Ele não a condenou por sua dívida. Em minha opinião, deve ter havido muito tempo antes da viúva ou seu marido ter chegado ao estágio de insolvência. Você certamente não chega a este ponto de um dia para o outro sem, entretanto, tratar muitas coisas de forma errada. Entretanto, o ponto não era o que aconteceu. O que aconteceu, aconteceu. O que conta agora não era o passado, mas que no recente momento ela precisava imediatamente de suporte e para encontrar isso ela procurou o Senhor. Vemos que Eliseu não tentou livra-se dela porque o problema era “muito difícil”. Ele certamente não tem uma solução para o problema dela. Porém, isto não significa que ele não estava disponível para ajudá-la. Ao contrário, sua resposta mostrou que ele estava pronto para ajudar na maneira que ele podia. O verso 2 nos dá a resposta da mulher para a pergunta de Eliseu:

2 Reis 4:2: “E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.”
A viúva estava realmente em grande pobreza. Não havia nada em sua casa além de uma botija de azeite. Obviamente, no seu esforço de livrar-se do débito ela vendeu tudo. Não havia mesa, camas, utensílios de cozinha. A única coisa que tinha sobrado era essa botija de azeite. Contudo, essa botija de azeite era suficiente para Deus trazer libertação para ela. Os versos 3-4 nos dizem: “Então disse ele: Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas. Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia.”

Milagres extraídos daquilo que não é aparente

Uma atitude de fé sempre estará alicerçada na espiritualidade e na sensibilidade (Gl 5.16; Tg 2.18). Essa mulher estava desesperada, com medo de perder seus filhos, por isso, não pôde ver que o pouco azeite daquela botija era a fonte para sanar suas dívidas.

Eliseu pede que aquela mulher corra até seus vizinhos, e lhes peça muitas vasilhas emprestadas para que o azeite daquela pequena botija venha enchê-las. Ela deveria confiar na palavra do profeta e agir por intermédio da fé no que ele disse. A fé também exige uma atitude, uma ação (Hebreus 11:1-6).  A vida cristã pode apresentar muitos contrastes. No caso dessa viúva, ela começa pedindo emprestado algo a alguém, e pedir nunca é fácil (Atos 20:35). Pelo empréstimo conseguido, observa-se que tinha relacionamento e boa convivência com seus vizinhos. Pois, sendo de má índole e sem relacionamentos seu milagre seria embargado. O profeta não fala a quantidade de vasos que ela deveria pedir, esse ato revela a qualidade e o nível daquilo que ela acreditava. Se ela pedisse mil, todos seriam cheios, se pedisse dez, aconteceria o mesmo. O que nos revela esse tipo de ação? Que podemos tanto limitar o milagre quanto ampliá-lo. Nossa fé pode determinar o tamanho do milagre que desejamos ver acontecer em nossas vidas (João 4:50-53 / II Coríntios 5:7). 

A matéria prima necessária para que Deus realize um milagre é o “NADA”. No texto original de Gênesis 1:1, o vocábulo usado para descrever a criação é “Bârâ”, que significa “criar do nada”. Basta apenas um pensamento do Criador para trazer à existência aquilo que jamais antes existiu, mas este método criativo não é utilizado por Deus quando se trata de sua mais preciosa criação: o homem. Deus literalmente colocou a mão na massa na concepção do corpo humano, moldando no barro suas formas e feições. Depois, soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou alma vivente.

O AZEITE DERRAMADO – A HORA DO MILAGRE
"Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia. Partiu, pois, dele, e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam as vasilhas, e ela as enchia.” 2 REIS 4:4-5
Recebida a Palavra da Revelação, devemos agir com fé. A viúva deveria encher as vasilhas a partir da botija de azeite que tinha. Era um milagre, pois o azeite de uma vasilha, indo contra todas as possibilidades, encheu várias outras. Uma botija só poderia encher uma botija. O milagre de Deus é a invasão do sobrenatural no material. A lógica de Deus é outra.
A necessidade do profético em nossos dias

Nós somos uma igreja carente de profetas (não nos referimos ao dom de profecia, que muitos estão manipulando e usando insensatamente). Os profetas veem o futuro, eles têm sensibilidade para penetrar no mundo espiritual e mostrar a realidade do amanhã. Assim é o ministério profético (Ef 4.16). No episódio aqui relatado devemos destacar duas coisas importantes: a visão da mulher e a visão do profeta. “Ela vê a botija de azeite como nada, ele vê como a fonte de tudo o que ela precisa”. Os profetas existem para nos ensinar a usar a ferramenta que temos para seguir adiante. Uma palavra profética pode mudar a nossa vida (Mt 8.8; Lc 7.7).

Feche a porta para a dúvida

Um fator muito importante na história deste milagre é o que aconteceu após a viúva ter tomado emprestadas as vasilhas vazias de seus vizinhos curiosos. Eliseu lhe disse: 'Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos...' Sempre haverá muitas pessoas para dizer ao contrário. Há os que replicam: 'Os antecedentes são contra isso. Tentamos antes e falhamos'. Há também os que se queixam: 'Não podemos suportar isso'. Eliseu simplesmente insistiu para que ela deixasse de fora os incrédulos, e fechasse os ouvidos para a dúvida.
Os vizinhos que estavam cientes de sua situação talvez fossem levados a pensar que as atitudes eram excêntricas e, com certeza, a ridicularizariam. Tachariam-na de tola por acreditar em algo tão impossível como que lhe propusera o profeta.
Jesus advertiu: 'Atentai no que ouvis' (Mc 4.24). Ele sabia que agimos e reagimos de acordo com aquilo que ouvimos daqueles que estão à nossa volta. Eliseu também sabia quão rapidamente as sementes de dúvida crescem no solo do desespero e da perversidade humana. Dessa maneira, recomendou à viúva que entrasse em sua casa e fechasse a porta da dúvida.

O milagre ficava então limitado a tanto quanto fosse a fé dela, pois quanto mais vasos conseguisse, mais puro azeite receberia. Ela seguiu a palavra profética de Deus, através de Eliseu, e o óleo não parou enquanto ainda havia vasos vazios.”

A mulher deitou azeite nos vasos até que os vasos ficaram vazios, mas não a botija de azeite. Precisamos aprender a nos esvaziar de nós mesmos para que o milagre aconteça.
O milagre ilimitado ficou limitado pela quantidade de vasilhas que ela conseguiu. O milagre nunca tem fim, pois a porta que Deus abre ninguém fecha.
PAGUE SUAS DIVIDAS E VIVA DO RESTO – O DIZIMO

Então veio ela, e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende o azeite, e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto. (verso 7)
Quando falamos da bênção, principalmente da bênção financeira, muitos esquecem-se que tem dividas e querem logo gastar o que conseguiu. Os Shoppings são um grande atrativo quando entra um valor inesperado na conta, mas nós nunca deveremos esquecer que essa mulher só recebeu o milagre porque ela tinha dívidas. Essa viúva precisava saldar as suas contas, de qualquer jeito, senão levariam seus filhos como escravos. Pague primeiro suas contas, quando o milagre financeiro chegar, viva com as contas em ordem e viva do resto. Depois de pagas as contas, o restante use com sabedoria. O milagre era tão grande, que daria para a mulher viver o resto de sua vida sem contas, sem dever a ninguém.

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ
Deus espera que ajamos com sabedoria em todos os momentos de nossa existência, sobretudo nas adversidades. O pouco que aquela mulher tinha em casa foi feito em muito, mas ela precisava ser sábia no tocante ao que fazer com aquele muito que o Senhor lhe dera. Ter recursos em abundância não é suficiente para que solucionemos problemas de escassez. É preciso que saibamos utilizar o que Deus nos deu.///

Pr. Adaylton de Almeida Conceição

Assembleia de Deus – Santos /Ministério do Belém
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BIBLIOGRAFIA
Anastasios Kioulachoglou – Eliseu e a viúva e a sunamita.
Eliseu Antonio Gomes - Eliseu aumenta o azeite da viúva.
Barnett, Tommy. Há um milagre em sua casa: A solução de Deus começa com o que você tem. 9. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
Miquéias Daniel Gomes – Eliseu e o milagre da multiplicação do azeite.

Paulo Sergio Larios –Segredos de prosperidade e o azeite da viúva.